DALTON DI FRANCO

DALTON DI FRANCO
Jornalista, escritor, radialista, administrador de empresas, pós-graduado, professor universitário e Advogado. Ele já foi vereador, deputado estadual e vice-prefeito de Porto Velho (RO)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Moradora do bairro Balsa ganha mobília sorteada no Plantão de Polícia

A dona de casa Marlene Lima, residente no beco do birro, no bairro Balsa, foi a ganhadora da mobília sorteada no programa Plantão de Polícia, numa parceria com a Gazin, moveis e eletrodomésticos.

Segundo Dalton Di Franco, autor da promoção, foram arrecadados grandes quantidades de gêneros alimentícios, além de certa quantia em dinheiro para promoção de uma ceia com moradores de rua.

Cada pessoa recebia um cupom em troca de um real e de um quilo de alimento, entregue em qualquer loja Gazin ou na produção do programa, na Redetv. “Foram 40 dias de intensa campanha, que movimentou a cidade de Porto Velho”, explicou o titular do Plantão de Polícia.

Os alimentos arrecadados já começaram a ser entregues em locais onde residem pessoas carentes, além de ser possível ajudar entidades que cuidam de pessoas dependentes químicas. “A Apatox, a comunidade terapêutica, entre outras, foram atendidas”.

Conforme Dalton Di Franco, muito poderia ter sido feito, mas isso é o que foi possível. “No próximo ano queremos fazer nova promoção, mobilizando a sociedade e incentivando a solidariedade”.

O sorteio da mobília foi realizado ao vivo no programa Plantão de Polícia desta terça-feira 20, contando com a presente de Cleiton Berg, gerente da Gazin, além de gerentes de unidades da empresa localizadas na Capital.

Depois, ao final do programa, o caminhão carregado com a mobília se deslocou ao endereço da sorteada. “Eu já sabia que seria a ganhadora”, afirmou Marlene, que reside numa casa de madeira com a família. Ela disse que concorreu com apenas dois cupons.

Vizinhos da Marlene também receberam prêmios, conforme anunciado por Dalton Di Franco, que acompanhou pessoalmente a entrega.

SENADOR DESTACA TRABALHO CONTRA AS DROGAS


Fomos neste sábado, junto com colaboradores e voluntários, em uma reunião na Escola Estadual 21 de Abril, em Porto Velho, quando falamos com dezenas de pais e professores sobre o risco da dependência das drogas. Esse é um trabalho que começamos no ano passado, com a distribuição de cartilhas educativas e que neste ano aperfeiçoamos com um trabalho de realização de palestras, falando diretamente com pais e estudantes.

Na semana passada chegamos a falar frente a frente com cerca de mil pais, assim como estudantes e professores. No meio do ano, falamos diretamente com mais de 2 mil pessoas, com o intuito de mostrar que o problema das drogas não é um problema da polícia, mas sim da família, e de educação. Por isso nossa equipe de colaboradores e voluntários está procurando as escolas nessa fase de entrega de boletins, aproveitando a oportunidade para conversar com os pais.

Agradeço ao trabalho voluntário do jornalista Dalto di Franco, que tem levado sua experiência pessoal, de cobertura de mais de 10 anos de jornalismo policial, para mostrar às pessoas o verdadeiro risco das drogas. Agradeço também a Irineu Cavalcante, de Guajará Mirim; a Marcio Murilo, de Nova Mamoré, que é presidente da União da Juventude Estudante de Rondônia; a Fernando Oliveira e a Daniel Rodrigues, o Maranhão, de Porto Velho, que já se voluntariaram para ajudar nessa campanha que é de grande importância para todos nós. Agradeço também aos educadores que estão abrindo espaço para esse trabalho nas escolas de Rondônia.

A CAMPANHA DE PREVENÇÃO ÀS DROGAS QUE LANÇAMOS EM PORTO VELHO GANHOU REPERCUSSÃO NO SENADO, ONTEM, NO DISCURSO DO SENADOR ACIR GURGACAZ. OUÇA NO LINK, O DISCURSO DO SENADOR: http://www.senado.gov.br/​noticias/​acir-gurgacz-pede-participacao-​da-sociedade-no-plano-nacional​-de-combate-ao-crack.aspx

sábado, 17 de dezembro de 2011

DALTON DI FRANCO FAZ PALESTRAS EM ESCOLAS DA CAPITAL SOBRE DROGAS














Na semana de 12 a 17 de dezembro de 2011, o jornalista Dalton Di Franco, ministrou palestras para estudantes em várias escolas da Capital, falando sobre o perigo que as drogas representam para a juventude. Ele falou ainda para pais, professores e diretores, tendo distribuído cerca de 3 mil cartilhas "Saúde sim, drogas não" de autoria do Senador Acir Gurgacz, do PDT, que traz orientações importantes sobre a prevenção às drogas.

Na sequência das fotos: palestra na escola Orlando Freire, no colégio Petrônio Barcelos, na escola JK, no colégio Murilo Braga, e na escola Daniel Neri palestra pela manhã e à tarde.

O jornal do Diário da Amazônia na edição do dia 13 de dezembro destacou o trabalho voluntário do apresentador do programa Plantão de Polícia como sendo a "estratégia contra as drogas".

LINK DA MATÉRIA DO DIÁRIO DA AMAZÔNIA

Veja o link da matéria: http://www.diariodaamazonia.com.br/diariodaamazonia/index2.php?sec=News&id=13317.]

LINK DAS MATÉRIAS DA REDETV!


A redetv fez cobertura das palestras, cujas reportagens estão disponilizadas no you tube: http://www.youtube.com/watch?v=HsRmseoRM2c (nos colégios daniel neri e murilo braga);
http://www.youtube.com/watch?v=x__cuedl33Y&feature=related (colégio orlando freire); http://www.youtube.com/watch?v=RzKfP5RjKtE&feature=related; http://www.youtube.com/watch?v=3tw8PaRK4ac (escola JK); http://www.youtube.com/watch?v=RJlUPeYM4lc (PETRONIO BARCELOS.

NOVAS PALESTRAS

Novas palestras no próximo ano estão sendo agendadas com NETO: 069-2182-3347; 69-9956-9460)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

DALTON DI FRANCO FAZ PALESTRAS EM ESCOLAS SOBRE DROGAS










Pais, alunos e professores da Escola Orlando Freire, acompanharam palestra sobre prevenção às drogas, num trabalho realizado pelo senador Acir Gurgacaz e o jornalista Dalton Di Franco, da Redetv Rondônia.

Dalton Di Franco tem percorrido escolas, associações e igrejas, falando sobre o perigo que as drogas representam para a sociedade, especialmente a juventude. Ele fala de experiências vividas no programa Plantão de Polícia, onde atua há sete anos.

Nas palestras são distribuidas cartilhas contendo orientações.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CARRO DE FOGO ARREBATA PASTORES EM RONDONIA








Populares observavam atônitos um carro pegando fogo, no final da tarde de sábado, na BR-364, a 15 km de Ariquemes. Eles não conseguiam entender o que acontecia. Mas havia o dedo de Deus naquele sinistro.

O fogo irrompeu com a colisão frontal da camioneta Hyundai, modelo Tucson, placa NCY-1209, de Porto Velho, com o Chevrolet Corsa, placa NDJ-2504. Na hora do acidente chovia forte naquela região de Rondônia.

No primeiro veículo estavam o pastor Dimas Fernandes, sua esposa Rose, o pastor Raimundo, e o irmão Ailton, de Porto Velho, além do pastor Carlos Alberto, de Alvorada do Oeste, que voltavam de um encontro de lideres da Igreja Batista Nacional, em Presidente Médici.

Os ocupantes da Tucson era pessoas de Deus, com extensa folha de serviços prestados ao Estado de Rondonia. O pastor Dimas, também era policial civil. Com exceção do pastor Raimundo que foi arremessado para fora do carro, os demais morreram carbonizados. Tal como o profeta Elias, eles foram arrebatados ao céu em carro de fogo, literalmente.

No Corsa viajavam quatro pessoas, sendo que o condutor e a passageira do banco dianteiro ficaram presos nas ferragens. Um menino e um jovem também ficaram gravemente feridos. Todos acabaram morrendo no local. O condutor do Corsa foi identificado como sendo José Eduardo, que trabalha na EMATER.

CONHECIDOS

Como ocorre em cidades do interior, as autoridades conhecidas são o padre, o juiz e o delegado. No município de Alvorada do Oeste, o mais conhecido era o pastor Carlos, da Igreja Batista Nacional. Já o resto....

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

DALTON DI FRANCO RECEBEU TROFÉU CACAU DE OURO COMO DESTAQUE APRESENTADOR DE TV


O jornalista Dalton Di Franco foi homenageado com o Troféu Cacau de Ouro. Destaque como apresentador de TV, o troféu foi entregue no último sábado em Cacoal, em sua 13a edição. O evento foi promovido pela jornalista Mariza Linhares.
Por recomendações médicas, Dalton não pode viajar para estar presente ao evento, sendo representado por Sérgio Demomi, diretor-geral da Redetv Rondônia - SGC.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ESTUDANDO PROBLEMAS DO CORAÇÃO




Ao longo de mais de 50 anos tenho estudado muito: marketing, administração, comunicação, direito e agora problemas do coração. Mais por uma necessidade pessoal. Compartilho o estudo com meus amigos:


Bloqueio divisional ântero-superior esquerdo



O nó sinusal ou sinoatrial é o masrcapasso natural do coração. Neste ponto inicia-se um impulso elétrico que flui sobre os átrios direito e esquerdo ( câmaras cardíacas superiores ), fazendo que estes se contraiam. O sangue, imediatamente será deslocado para os ventrículos ( câmaras cardíacas maiores e inferiores ) .Quando o impulso elétrico chega ao nó atrioventricular ( estação intermediária do sistema elétrico ), este impulso sofre um ligeiro retardo. Em seguida, o impulso dissemina-se ao longo do feixe de His , o qual divide-se em ramo direito ( direcionado para o ventrículo direito) , e em ramo esquerdo ( direcionado para o ventrículo esquerdo) . Este último é dividido em dois fascículos: o ântero-superior esquerdo e o póstero-inferior direito. Em seguida, o impulso atinge os ventrículos, fazendo com que estes se contraiam ( sístole ventricular ) , permitindo a saída de sangue para fora do coração. O ventrículo esquerdo ejeta o sangue para o cérebro , músculos e outros orgãos do corpo humano . O ventrículo direito ejeta o sangue exclusivamente para a circulação do pulmão , para que este sangue seja enriquecido com oxigênio . O bloqueio divisional ântero-superior esquerdo é a interrupção do impulso elétrico neste ponto do sistema de condução elétrica do coração, podendo ou não , traduzir uma anormalidade estrutural do coração. Isoladamente , o bloqueio divisional ântero-superior esquerdo não causa prejuízo ao funcionamento do coração.

Fonte: http://www.institutodocoracao.com.br/dicionario/Bloqueiodivisionalantero-superioresquerdo.asp


Sobrecarga Ventricular Esquerda é um aumento na pré-carga do ventrículo esquerdo. Em termos leigos é um aumento da força que o ventrículo esquerdo necessita para bombear o sangue para a Aorta.
Está sobre carga pode ser de volume ou de pressão.
Em patologias onde há uma espécie de barreira para o fluxo de sangue, com a estenose aórtica, há sobrecarga de pressão no VE, causando assim uma hipertrofia concêntrica da câmara, ou seja, há aumento na espessura das paredes do ventrículo. Isso ocorre porque há deposição paralela de miosina no miócito.
Já em patologias onde há uma aumento do volume de sangue dentro do ventrículo esquerdo, como na Insuficiência aórtica, há uma sobrecarga de volume, com conseguente hipertrofica da câmara, porém essa hipertrofia é chamada de excêntrica, pois há aumento tanto no comprimento das fibras musculares como na espessura das paredes (porém espessuras menores que no caso anterior).
Se a causa da sobrecarga não for alterada o prognóstico é ruim. É sabido que em pacientes com Estenose Aórtica e portadores de sintomas como síncope e dispnéia a sobrevida está em torno de 3 anos. Estando cerca de 40% desses pacientes mortos em 1 ano.

Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070420120140AAZZG2e

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PRECISO DE AJUDA PARA DECIDIR FUTURO POLÍTICO




Estou lançando um apelo diferente. Preciso de um rumo na carreira politica. Nao aguento mais ver a desonestidade, a demagogia e o engodo triunfarem. Mas tenho medo de ser engolido pelo sistema atual. O apelo é do jornalista Dalton Di Franco diante do quadro eleitoral da Capital.

Virtual candidato a prefeito em 2012, Dalton Di Franco ainda definiu se será mesmo candidato. Ele tem ouvido lideranças comunitárias e religiosas. Todas são unanimes no apoio ao seu projeto politico. Mas a família prefere que Dalton continue apenas na comunicação e na bacharelado em Direito.

Se voce quer se manifestar, apoiando Dalton Di Franco para Prefeito, mande e-mail para daltondifranco@yahoo.com.br.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DIA DO BEM ARRECADA 36 TONELADAS DE ALIMENTOS







Pelo sétimo ano consecutivo, o SGC, através da Redetv Rondônia realizou o DIA DO BEM, na Capital e em mais três cidades do Estado de Rondônia - Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena, mobilizando parceiros e o povo em geral na chamada festa da cidadania.

Conforme Fábia Demomi, só na Capital foram arrecadados 36 toneladas de alimentos, dez vezes mais que o ano passado, superando as expectativas.

O evento foi aberto às 9h de sabado (17), com os comunicadores Dalton Di Franco e Euclides Maciel. O senador Acir Gurgacz deu o pontapé inicial, declarando a abertura dos trabalhos, conclamando a população a participar.

No pátio da Redetv, em Porto Velho, começaram a se formar filas de carros chegando com doações de familias, associações, igrejas, sindicatos, partidos, escolas, faculdades e empresas privadas e públicas.

Dezenas de serviços foram prestados por empresas e parceiros. Profissionais do SGC se revezavam anunciando atrações artísticas que se apresentaram no palco.

No Estúdio, Dalton Di Franco recebeu artisticas e doadores da campanha. Todos estavam felizes pela participação e contentes com o trabalho da Redetv!

No final do dia, uma parte dos profissionais se reuniram no estúdio quando Sérgio Demomi, diretor do SGC anunciou o encerramento. Coube a Fábia Demomi anunciar em lágrimas o resultado parcial das arrecadações em Porto Velho.

A transmissão foi encerrada em grande estilo quando funcionários se abraçaram depois da oração do Pai Nosso.

Assim foi o Dia do Bem! 2011.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DALTON DI FRANCO, 33 ANOS ATUANDO NA IMPRENSA DE RONDÔNIA




Neste dia 13 de setembro, Dalton Di Franco completa 33 anos de atividades na imprensa rondoniense. Tudo começou quando ele foi apresentado, em 1978, ao então diretor da extinta rádio Eldorado do Brasil, o baiano Ivan Gonzaga. A rádio pertencia ao empresário e ex-senador Mário Calixto Filho. Desde então Dalton não parou mais. Ousado, corajoso e versátil, ele tem atuado no rádio, televisão e jornal impresso.
Bacharel em Administração com especialização em Marketing, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, consultor de comunicação e marketing, professor universitário, Dalton Di Franco construiu sua carreira de sucesso na comunicação no Estado de Rondônia por seu trabalho combativo, contundente, polêmico, mas acima de tudo profissional. Com esse cacife ele conseguiu se eleger para dois cargos políticos em Rondônia: vereador, em 1988, por Porto Velho (o segundo vereador mais votado da Câmara Municipal), e deputado estadual, em 1990, sendo o sexto deputado mais votado da Assembléia Legislativa. Mas ele não parou no tempo. Agora está cursando Direito, na ULBRA.



ELE VEIO DO INTERIOR

Dalton nasceu no Seringal Recreio, na antiga Vila de Ariquemes (hoje importante município de Rondônia), no dia 2 de dezembro de 1960. Ele começou a trabalhar na imprensa aos 10 anos de idade.
Antes de morar na Capital, os pais de Dalton ficaram um bom tempo morando e trabalhando na Mineração Jacundá, na área do hoje município de Itapuã do Oeste, a 106 km de Porto Velho. Ali Dalton viveu sua infância, sonhando um dia vencer na vida para ajudar o pai, seu Rômulo, que era torneiro-mecânico, e a mãe, dona Nazaré, uma dona de casa.
Certo dia seu Rômulo, um matogrossense de Corumbá de opinião, desentendeu-se com o chefe da oficina e pediu as contas. A direção da empresa ainda tentou impedir sua saída, mas ele já havia dado a palavra. "Palavra de homem é uma só", costumava afirmar. Com isso a família transferiu-se para Porto Velho, morando numa área onde hoje está instalado o Colégio Rio Branco, no bairro Nossa Senhora das Graças. Foi nessa época que Dalton Di Franco fez bico vendendo banana na rua, lavando carro e engraxando sapatos nas praças Jonathas Pedrosa e Marechal Rondon, no centro da Capital. Ele ainda vendeu saco (que ele mesmo confeccionava) no mercado municipal e empurrou a cadeira-de-roda de um deficiente físico para ganhar um dinheirinho. O deficiente morava na rua Salgado Filho, entre as ruas Carlos Gomes e Duque de Caxias. Experto, Dalton ficava na frente de escolas como Murilo Braga e John Kennedy Dalton vendendo picolé sempre no horário do meio-dia. "Eu faturava especialmente nos dias de sol forte", recorda.
Mas ele não encontrou só flores no caminho. Certa ocasião um rapaz que morava na frente da escola John Kennedy chupou vários picolés, não pagou a conta, quebrou a caixa de isopor de Dalton e ainda lhe bateu no rosto com um soco violento. "Aquele episódio marcou minha vida", diz ele que voltou para casa sem nada e chorando. É um fato que o mais famoso profissional de comunicação de Rondônia não esquece. O tapa serviu-lhe de lição: perdoar o ofensor.
Alguns anos depois, já famoso, Dalton Di Franco reencontrou-se com agressor. Ele estava embriagado e todo maltrapilho. “Olhei para ele e reconheci que estava em situação bem melhor e que não valia apenas dar o troco. Dei-lhe o perdão embora aquele homem não soubesse que o simples picolezeiro que ele havia fez mal era eu”, recorda. Pouco depois quando estudava na Escola Carlos Costa, Dalton conseguiu um emprego. Era para varrer a redação do extinto O Combate, do falecido jornalista Inácio Mendes, cuja redação funcionava na rua Duque de Caxias, próximo à igreja de São Cristóvão. Ele topou o serviço. Seu salário eram dez jornais por semana. "Quando eu conseguia vender os dez exemplares era uma maravilha", recorda. No ano de 1972, Dalton conseguiu o seu primeiro emprego de carteira assinada, com salário fixo, no Posto de Molas Paraibana. Seu cargo: oficce-boy. Ele recorda que o dono, o empresário José Gonçalves, não o tinha apenas como empregado, mas como um filho. "Em um ano de trabalho, fui promovido a auxiliar de escritório e depois a caixa", relembra citando o nome de seu colega Daniel Nascimento, hoje pastor da Igreja Assembléia de Deus, que na época era o maior incentivador de sua carreira. “Ele me ensinou a escrever na máquina de datilografia”, brinca.

RÁDIO

No ano de 1978, Dalton ingressou com afinco na imprensa. Ele foi apresentado a Ivan Gonzaga pelo radialista Zinaldo Fernandes. Na época Zinaldo lecionava no Colégio Rio Branco e Dalton era seu aluno. Hoje Zinaldo é inspetor aposentado da Polícia Rodoviária Federal. "A rádio Eldorado estava funcionando em fase experimental e o Zinaldo era locutor-noticiarista", recorda Dalton. "Eu tinha vontade de trabalhar em rádio e perguntei a ele o que era necessário para ser radialista. Zinaldo respondeu-me que era preciso apenas boa leitura". Depois de ser apresentado a Ivan, Dalton recorda que levou um chá-de-cadeira de várias semanas. "O Ivan só faltava pisar no meu pé, mas fazia que não me via sentado na ante-sala de seu gabinete, na rádio". Certo dia ele o atacou de surpresa. "Vá a delegacia e faça uma reportagem por telefone", ordenou Ivan. O prédio do 1º DP, no Cai-N´água, foi a delegacia escolhida. Depois de conversar com o comissário de nome Raimundo - até convencê-lo de que era “repórter” - Dalton ligou para a rádio e fez a reportagem. "Eu tremia mais do que vara verde no meio do temporal", diz recordando a experiência com o microfone. Aprovado com restrição – tem que melhorar, e muito, segundo Ivan Gonzaga - Dalton começou a trabalhar na rádio. Inicialmente como repórter de pista nas transmissões esportivas. Na época, usava o nome artístico de Rômulo Araújo. Ele atuava ao lado de profissionais como Bosco Gouveia, Ivan Gonzaga, Carlos Terceiro, Nonato Neves, Herculano Brito, entre outros. Além da área esportiva, Dalton fazia reportagens de polícia para o Grande Jornal Eldorado, apresentado por Waldemar Camata, recém-chegado do Paraná, e Silva Queiroz. Camata usava na época o nome artístico de Ingo Salvatorre.
DOENÇA

Por volta de 1979, Dalton estava super-atarefado. Ele tinha que se desdobrar em três para dar conta do recado: estudo, do trabalho na rádio e das funções de sub-gerente de crédito e cobrança de uma loja de móveis, a Servilar, na Carlos Gomes, onde hoje está estabelecida uma das filiais das Americanas. Com tantas ocupações e sem tempo para descansar, Dalton sofreu um derrame. Ficou seis dias em coma no extinto Hospital Orlando Marques, que funcionava numa área que fica em frente à hoje Policlínica da PM. Transferido de avião para Manaus, ficou mais onze dias inconsciente, no Hospital Beneficência Portuguesa. Dalton recorda que todo o tratamento foi custeado pela empresa de móveis, que tinha como diretor administrativo o petista Odair Cordeiro, hoje chefe de gabinete da Prefeitura de Porto Velho. "Eu considero muito o Odair. Ele fez muito por mim e por meus pais", afirma. É dessa época o episódio que Dalton não viu, por estar em coma, mas que ele soube por relato de terceiros, e não esquece. "Eu estava dentro da ambulância que me levava para o aeroporto. Na esquina da rua Campos Sales com a avenida Carlos Gomes, um táxi bateu a ambulância. Só eu, minha mãe e meu acompanhante, o colega Paulo Vieira, escapamos. O motorista e os enfermeiros voltaram para o hospital, ensangüentados, alguns com ferimentos graves". Seguindo para o aeroporto na carroceria de uma caminhonete, Dalton foi embarcado no avião. No mesmo vôo havia um soldado do Exército, com o mesmo problema, porém menos grave que Dalton. Na chegada à Beneficência Portuguesa, o militar morreu. Dalton sobreviveu. Depois de um mês de tratamento em Manaus, Dalton recebeu alta. "Os médicos recomendaram aos meus país, por telefone, que tivessem cuidado comigo, pois eu não sobreviveria ao próximo ataque da doença”. Era a morte anunciada.

SONHO

Certa noite, ainda no hospital, Dalton teve um sonho. "Eu me via em um local alto e rodeado de muitas pessoas quando de repente uma voz vinda do céu falou comigo: Eu tirei e ti devolvi a vida. Agora tu serás minha testemunha de que eu tenho poder". Essa voz, segundo Dalton, era de Deus mesmo. Poucos dias depois ele recebeu alta. Funcionários do hospital que presenciaram sua chegada ficaram abismados com sua melhora. "Estar saindo do hospital com vida era mesmo um milagre de Deus", comemora hoje Dalton. Voltando a Porto Velho, Dalton ficou recebendo pelo INAMPS, hoje INSS, por vários meses. "Por causa disso, meus inimigos políticos chegaram a divulgar que era aposentado como doído. "Eu cheguei a procurar o órgão previdenciário quando vi, reservadamente, vários ofícios solicitando informações sobre a tal aposentadoria. Para resguardar meu nome, pedi uma certidão que atesta que jamais fui aposentado, apesar de hoje já ter esse direito, mas por tempo de serviço (tenho 38 anos de carteira assinada), uma vez que comecei a trabalhar quando ainda era adolescente".

MUDANÇA

Na volta de Manaus, Dalton ficou desgostoso com o diretor da rádio Eldorado, de nome Paulo Martins, que não lhe deu nenhuma assistência durante a doença. "Meu pai até esteve no escritório da rádio quando presenciou uma conversa de Paulo Martins com a secretária Regina: Esse cara ainda não morreu, disse ele, para em seguida recusar um vale que era para comprar meus remédios. Meu pai então levantou e saiu. Por causa disso, Dalton pediu demissão da Eldorado.

Informado, o dono da empresa, Mário Calixto, ainda insistiu para que permanecesse afastado o que tempo que fosse necessário, mas Dalton preferiu sair sem contar o motivo, só revelado agora. Por coincidência do destino, Dalton voltou a se encontrar com Ivan Gonzaga, anos depois. Naquela época, Gonzaga dirigia a rádio Caiari. "Eu não aguento mais ficar em casa sem fazer nada. Quero trabalhar", implorou a Ivan. Foi a partir de então que passou de Rômulo Araújo para Dalton Di Franco. "O Ivan disse que me daria o emprego, mas que teria de usar um nome artístico. Ele não queria ter problemas pelo fato de eu estar recebendo pelo INAMPS”.

NOMES

Depois de escolher três nomes - Paulo Ronaldo, Ricardo Franco e Dalton Di Franco - passou a fazer uma rigorosa pesquisa e acabou descobrindo que o primeiro nome era de um radialista em Belém e que Ricardo Franco era um dos desbravadores de Rondônia e que hoje é denominação de uma localidade no Estado.
Por eliminação, ficou com o pseudônimo de Dalton Di Franco, hoje incorporado à sua identidade. “Meu nome parece o de D. Pedro, longo demais: Enéas Rômulo Dalton Di Franco de Araújo. Meu pai, se tivesse vivo, teria estranhado eu ter mudado o nome que ele me deu”, brinca.

ESTADO

Com a nomeação do coronel Jorge Teixeira de Oliveira para governar o Território Federal de Rondônia, as coisas começaram a mudar em Porto Velho. A rádio Caiari, por exemplo, foi arrendada por um grupo de Manaus. A primeira providência da nova direção foi despedir os funcionários antigos. "Eu era o único que não tinha carteira assinada e fiquei com o coração prestes a sair pela boca, já que era candidato natural a ficar desempregado", relembra. "Milagrosamente fui o único que permaneci. Era outro milagre de Deus, depois de sobreviver ao derrame e ao acidente". O diretor da rádio naquela ocasião era João Dario, conforme testemunha José Lacerda, que chegou a secretário de Estado e hoje é diretor do jornal O ESTADÃO. O saudoso Luiz Rivóiro sucedeu João Dario na direção da rádio Caiari. Ele gostou daquele rapaz franzino, como Dalton era naquela época. "Ele me perguntou o que eu gostaria de fazer dentro da nova programação da rádio. Não perdi tempo. Pedi um horário para fazer um programa policial". Rivóiro aceitou o pedido e autorizou Dalton a elaborar o piloto do programa. "Piloto? Eu nem sabia o que era isso. Para mim era o profissional que pilotava avião. Apesar de acanhado, perguntei aos meus colegas o que era piloto. Um respondeu que era como se fosse o programa número, aquele que é feito para apresentaçao. Hoje os especialistas em comunicação chamam de Demo (demonstração)". Ali, em 1981, nascia um dos programas de maior audiência de Rondônia: O Crime Não Compensa, precursor dos programas policiais no Estado. O programa, como Dalton Di Franco recorda, abordava os fatos policiais de uma maneira que ninguém em Rondônia havia feito antes. Ele usava falsete de voz, parecendo um pato rouco. "Entrei na onda de sucesso dos radialistas contratados em São Paulo como Júlio Júnior, Volney Alonso, Vanderley Mariano, Oneide Aparecida e o próprio Luiz Rivóiro". "Na primeira vez que usei falsete de voz, o sonoplasta de meu programa criou o maior caso comigo. Chamou-me de doído, parou a produção e ficou discutindo aos berros. Chamei o Rivóiro. Ele ouviu a gravação, gostou e ordenou que a produção prosseguisse. "Isso vai ser o maior sucesso", disse eufórico. De fato, aquilo era inédito em Rondônia. O próprio Luiz Rivóiro gravou as vinhetas do programa, com seu vozeirão. "Agora pela rádio Caiari, alerta geral...rádio ligados", era assim que o programa começava. Além do programa O Crime Não Compensa, apresentado de segunda a sexta-feira, às 13h30, Dalton fazia reportagens policiais para o Jornal de Integração, transmitido para todo o Estado, às 7h da manhã, em cadeia com outras emissoras.

ADOTADO

Dalton afirma que foi um filho adotado por Rivóiro. "Ele sempre segurava as brigas que eu arranjava com o programa". Também era seu maior incentivador profissional. "A gente passava horas conversando. Ele me dava broncas e muitas dicas. Entre outras coisas, aconselhava-me para que melhorasse a cada dia pois tinha um potencial muito grande". Em 1984, já conhecido como profissional de comunicação, Dalton Di Franco recebeu o convite para retornar à rádio Eldorado. Lourival Neves, já falecido, um radialista que tinha vindo do Paraná para dirigir a emissora de Mário Calixto, o chamou com uma proposta tentadora: um salário que era três vezes maior ao que Dalton recebia na Caiari. "Como um bom filho fui falar com o Rivóiro. Ele me disse que não tinha como cobrir a proposta e consentiu com a minha saída, prometendo um dia me buscar. Dia 2 de abril de 1984 Dalton voltou aos microfones da rádio Eldorado, não mais como Rômulo Araújo, mas como Dalton Di Franco, um sucesso de público e de comerciais. Inicialmente o programa ia ao ar com um hora de duração, a partir das 13h. Com o passar do tempo, Dalton assumiu o horário das 12 às 14h. Para dar conta do serviço, montou uma grande equipe de repórteres e aperfeiçoou a estrutura do programa. Era preciso conteúdo para liderar a audiência. O programa, cujo slogan era "A Voz do Povo contra o Crime", abordava tudo: notícias policiais, informações sobre hospitais, estradas, pronto socorro, banco de sangue, aeroporto e, naturalmente, as queixas e as reclamações do povo. "Eu não ficava só nos casos de Polícia. Atacava também os problemas cruciais que afligiam a sociedade", recorda Dalton. Ele fazia campanhas beneficentes para ajudar os necessitados.
Durante oito anos, Dalton realizou o Natal das Crianças, no Orfanato Belisário Pena, e a festa do Dia das Mães, na Comunidade Jaime Aben-Athar.
Investigativo, Dalton ajudou a Polícia a esclarecer diversos crimes, alguns deles de repercussão, sendo apontado pela sociedade como um profissional de credibilidade.

EQUIPE

A equipe de repórteres do Programa Dalton Di Franco era numerosa. Era formada por Águia Azul (hoje conhecido advogado), Ataíde Santos, Carlos Terceiro, Jota Cabral (pseudonimo do hoje juiz de Direito no Acre Cloves Augusto), Nonato Cruz, Chico Lins, Áureo Ribeiro, Edvaldo Souza, Sônia de Paula, Égino Gomes, Roberto Souza, Jorge Santos, Augusto José e Ildefonso Valentin Rodrigues (o homem do caminhoneiro Adamastor), entre outros. O programa contava ainda com a assistência jurídica de advogados de renome como Gilberto Cavalcante, Marcos Soares (falecido em dezembro de 2007) e Lindolfo Santana Júnior, hoje atuando em Guapiaçu (SP). Dalton ficou no ar com o programa até 22 de Dezembro de 1994. Ele diz que só deixou os microfones da rádio Eldorado porque a emissora foi vendida para a igreja Assembléia de Deus. "Como a proposta dos pastores era fazer uma programação eminentemente evangélica, eu e outros colegas fomos colocados em disponibilidade. Até pouco tempo eu era registrado como empregado da Eldorado". Com muito talento, persistência e dedicação, Dalton Di Franco tornou-se um fenômeno de audiência no rádio rondoniense. Até agora nenhum radialista no Estado conseguiu superar sua marca. Ele ficou 15 anos ininterruptos no ar com o programa. Além disso, é o primeiro repórter policial do rádio em Rondônia. Depois dele vieram os outros.

POLÍTICA

Em 1986, Dalton já era tido como um forte candidato a deputado estadual, prefeito e vereador, conforme as pesquisas eleitorais, mas preferiu ficar de fora do pleito. Apoiou o advogado e jornalista Maurício Calixto.
Em 1988, atendendo a apelos de seus ouvintes, Dalton Di Franco decidiu disputar uma cadeira da Câmara Municipal de Porto Velho. Foi eleito pelo extinto PMB, Partido Municipalista Brasileiro, com 1.043 votos, a segunda maior votação da Capital.
Em 1990, Dalton saiu candidato a deputado estadual, pelo PTB de Olavo Pires. Foi o quarto deputado mais votado – o triplo da votação de vereador - do partido e o sexto deputado do Estado. Foi por causa da política que Dalton Di Franco deixou de ser pseudônimo. Em 1991, o advogado Lindolfo Santana Júnior pediu a averbação do nome à Justiça. Autorizada pelo juiz Gabriel Marques, a identidade do jornalista passou a ser Enéas Rômulo Dalton Di Franco de Araújo. "Um nome e tanto", brinca o dono.

JORNAL

Na imprensa escrita, Dalton começou a escrever na extinta A Tribuna, também 1978. Ele recorda que levava as informações para o jornalista Jorcenês Martinez fazer a redação. “Eu era um foca (aprendiz). A Tribuna naquela época tinha em seus quadros jornalistas como Lúcio Albuquerque, Montezuma Cruz, Paulo Caldas, entre outros. Depois Dalton transferiu-se para o extinto O Guaporé. Ali, foi um dos muitos jornalistas que o "Homem do Chapéu" (Múcio Athayde) não pagou o salário. "Levamos uma chapéu dele", ironiza. Ainda pelas mãos de Luiz Rivóiro, Dalton foi levado de volta à A Tribuna que tinha outros profissionais de nome: Luiz Roberto, Cleuber Pereira, Sérgio Valente e muitos outros.
Depois, Dalton foi contratado pelo Alto Madeira, onde trabalhou com Paulo Correa, Ciro Pinheiro e outros. Ele trabalhou ainda no jornal O Estadão de Rondônia, retornando à Tribuna, ficando até seu fechamento, em 1988. Eleito vereador em 1988 e deputado estadual, em 1990, Dalton ficou afastado da redação de jornal. Voltou no dia 1º de março de 1995, contratado como editor de polícia do Alto Madeira. Paralelamente, foi correspondente da rádio Alvorada, de Ji-Paraná, e do programa Chamada Geral, do radialista Ricardo Vilhegas, de Guajará-Mirim. Em 1998, Dalton transferiu-se para O Estadão do Norte, a convite do empresário Mário Calixto. Nesse período assumiu como assessor de imprensa da extinta Superintendência de Justiça Defesa e Cidadania (SUJUDECI), no governo Waldir Raupp, e depois como assessor de comunicação social da Secretaria da Segurança, na época de Valderedo Paiva. Deslocado para a Polícia Civil, ficou no cargo todo o mandato do governador José de Abreu Bianco. Voltou a assessorar a Secretaria da Segurança, Defesa e Cidadania, a 1º de janeiro de 2003, quando o deputado Paulo Moraes assumiu a pasta, no governo Ivo Cassol. Dalton ficou no cargo durante o primeiro mandado, mas ao final da eleição em 2006, por questões políticas, foi exonerado. Por justiça foi reconduzido em 2008, a pedido do secretário Evilásio Sena. Além da Secretaria da Segurança, Dalton foi assessor de comunicação social da Uniron, Faculdade Interamericana de Porto Velho, durante três anos, e fez free-lancer para diversos órgãos de imprensa do Estado e do Brasil. Uma de suas reportagens, assinada em conjunto com Ildefonso Valetin Rodrigues, para a revista Momento, foi inscrita no Prêmio Esso de Jornalismo, concorrendo com nomes de peso do jornalismo brasileiro. No dia 4 de outubro de 2005, Dalton deixou O ESTADÃO DO NORTE e ingressou no DIÁRIO DA AMAZÔNIA como editor de Polícia a convite da família Gurgaz.

TELEVISÃO

Dalton iniciou suas atividades na televisão na extinta TV Nacional, em 1984. Naquela ocasião ele foi apresentado ao diretor da emissora, o publicitário Toca, pelo radialista e jornalista Sérgio Melo. O Programa O Crime não Compensa ia ao ar diariamente às 18h30, ao vivo, pela TV Nacional, que funcionava no canal 6. O programa foi um sucesso durante quatro meses. Com a saída de Toca e a entrada de novo diretor, Dalton diz que foi "cassado". "Havia uma deputada federal que ficou com raiva de mim por ter noticiado que uma amiga dela havia surrado a empregada com um tamanco". A madrinha da agressora ficou apenas no primeiro mandato.
Em 1992, Dalton ficou quase um ano na TV Meridional (Bandeirantes) com um programa que levava seu nome. Era apresentado às 18h. Em 1997, Dalton trabalhou no programa Bronca Policial, na TV Allamanda (SBT). "Eu precisava de um lugar ao sol e trabalhei por seis meses sem receber salário", recorda. Em janeiro de 1998, ele saiu para fazer o programa O Crime Não Compensa, na TV Candelária, como contratado de uma produtora independente. "Também trabalhei sem receber. Até hoje aguardo decisão da Justiça do Trabalho para receber o que é meu".
Dalton ainda voltou a trabalhar na TV Allamanda, em 2001, desta vez recebendo, mas saiu no ano seguinte quando a direção resolveu retransmitir apenas a programação nacional.
Em 2002, Dalton passou a fazer reportagens policiais para a TV Norte (afiliada da Rede Record). Inicialmente para o jornal Bom Dia Cidade. A TV Norte pertencia ao empresário Mário Calixto Filho que mais tarde negociou o canal com a igreja Assembléia de Deus e, pela segunda vez, Dalton ficou desempregado. Os pastores da Assembléia de Deus - como na época da compra da rádio Eldorado, alegaram que pretendiam fazer uma programação eminentemente evangélico e exigiram a rádio sem empregados. "Eu e uma dezena de profissionais ficamos sem emprego", recorda.

REDETV!

No ano de 2005, Dalton Di Franco foi contratado pela RedeTV! Rondônia – canal 17 – para participar do programa Fala Rondônia, com as reportagens policiais.
"Foi sucesso", segundo Sérgio Demomi, diretor-geral do SGC, Sistema Gurgacz de Comunicação, que logo designou um horário só para Dalton. No dia 16 de maio do mesmo ano, o mais famoso jornalista e radialista passou a comandar o Plantão de Polícia, às 13h, hoje a maior audiência do horário no Estado.
A respeito da Redetv!, Dalton recorda que disputou o lugar com pelo menos cinco profissionais de comunicaçao. Ganhou o lugar por "uma benção de Deus e a ajudinha de um colega", afirma ele.
"Certo quando assessorava o secretário de Segurança Paulo Moraes, recebi um pedido de entrevista. Eu atendi os colegas com a maior presteza. Um deles, conhecido pelo carinhoso apelido de Japão, indagou-me se tinha interesse de fazer TV. Respondi afirmativamente. Algum tempo depois, fui chamado por Japão. Ele queria alguma coisa minha (um piloto) para mostrar ao diretor da Redetv!, Sérgio Demomi. Eu entreguei a cópia de reportagens (em VHS) feitas em 2001 para a TV Allamanda. Sérgio assustou-se com a minha voz nas reportagens. Ainda bem que o Japão teve resposta convicente. O Sérgio gostou e me contratou".
No dia 21 de outubro de 2006, Dalton Di Franco passou a comandar um programa de auditório aos sábados e ao vivo. O programa, por sugestão do próprio Dalton, ganhou o nome de Sábado Total, por ter a proposta de abranger todos os segmentos artisticos e culturais. "Com moral, pedi para a jornalista Deane Araújo ser minha produtora. O Sérgio e dona Fábia Demomi, mentora do programa, aceitaram. Sorte minha". O programa estréiou com a participação do cantor Kid Vinil, ao vivo.
Em setembro de 2008, Dalton Di Franco foi convidado pelo próprio Sérgio Demomi para assumir o Departamento de Jornalismo da Redetv, sucedendo Domingues Júnior, elevado à função de superintendente. "Eu ainda relutei em aceitar o convite por ter muitos afazeres, mas lembrei que Deus nunca chama pregriçoso. Quando Moisés foi chamado para a grande missão no Egito ele não estava vagabundando nas montanhas. Ele administrava naquela ocasião uma grande fazenda. Tal como Moisés, após receber o sinal de Deus, aceitei".
Empreendedor, Dalton assumiu o desafio. Resultado: o jornalismo da Redetv melhorou. Além de jornalismo, sua função principal, Dalton Di Franco entende de gente por ser especialista em Marketing.
Como estratégia, Dalton derrubou os "muros" que separavam os profissionais dos programas jornalisticos, agregando todos no Departamento de Jornalismo. "Hoje somos todos Redetv!, como já era desejo de nosso diretor Sérgio Demomi". Com isso ele consegue administrar com sucesso os profissionais da emissora. No ano passado, já sob o comando de Dalton Di Franco, a Redetv, através de seu departamento de jornalismo, realizou, com grande sucesso, eventos como a Expovel, o arraial Flor do Maracujá, O Dia do Bem, o grande debate com os candidatos a prefeito de Porto, a cobertura das eleições, e a campanha Rondônia abraça Santa Catarina, que arrecadou no Estado donativos para os desabrigados.
"Temos hoje na Redetv! Rondônia os melhores profissionais de televisão e a melhor direção. Eu sou apenas um colaborador", costuma dizer Dalton Di Franco, reconhecendo a autoridade e a experiência de Sérgio Demomi, a quem chama de "chefe".

SÃO PAULO

Dalton Di Franco já foi correspondente da rádio Record, de São Paulo, fazendo reportagens para o jornal Fala Brasil, direto de Porto Velho, com os destaques do Estado de Rondônia. Ainda fez participações especiais no programa Cidade Alerta, da TV Gazeta, de Rio Branco (AC).
Como se vê, seu sucesso já ultrapassou as divisas de Rondônia.

FILHO DE RONDÔNIA

Dalton nasceu em 1960 quando Rondônia era Território Federal. Na época, havia apenas dois municípios: Porto Velho, daqui a Vilhena, e Guajará-Mirim, que abrangia todo o Vale do Guaporé. Como Ariquemes era distrito de Porto Velho, Dalton é portovelhense. Integrante de uma família de nove irmãos, Dalton é o mais velho. Seu pai, o falecido Rômulo de Melo, hoje é nome de rua no bairro Tancredo Neves. Ele faleceu no dia 9 de agosto de 1988, aos 82 anos de idade. Sua mãe é dona Nazaré Araújo. Dalton é pai de Paula Andréia, Vanessa, Pamela, Rômulo Di Franco e Giovanna. É casado com a professora Maria Gracineide Rodrigues Costa, formada em História e pós-graduada em Gestão Escolar pela Unir.

MARKETING

Ousado e sempre acompanhando as mudanças, Dalton ingressou na faculdade. Em agosto de 2005, ele concluiu o curso de Administração em Marketing, pela Uniron, Faculdade Interamericana de Porto Velho. Como acadêmico ele participou de vários eventos culturais. É membro fundador do DCE, Diretório Central Acadêmico, e do jornal O Acadêmico, com o colega Fernão Leme.
Na faculdade tornou-se um universitário muito conhecido por sua desenvoltura e pelas palestras que fez, enfocando a importância do Marketing nas organizações. Ele também foi coordenador do único debate já realizado por uma faculdade em Porto Velho com candidatos a prefeito de Porto Velho. O debate, com cobertura da imprensa, foi realizado no dia 15 de setembro de 2004.
Com outros colegas, fundou a Turma B, um grupo de acadêmicos que foi referência na Uniron. "Havia um grupo que se intitulava a turma A, da sala. Eu topei a provocação. Criei a Turma B. Brigamos até o último dia de aula. Depois ficamos amigos".

RÁDIO CULTURA

Em setembro de 2005, Dalton Di Franco foi convidado pelo presidente da Fundação Toledo Prado, Fernando Prado, para assumir a direção da Rádio Cultura FM de Porto Velho (107,9). A proposta era fazer uma programação eclética. Topei e fiz.
Como tinha projetos de vida a realizar, Dalton deixou o cargo em setembro de 2007 para cursar Direito, na UNIRON. Neste ano, ele faz o 3o e o 4o períodos, na turma D-29, no período vespertino. Na sala já foi convidado a ser líder da turma, mas, por duas vezes, recusou o convite.

PROFESSOR
Em dezembro de 2005, Dalton concluiu o curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pela UNINTES, para se tornar professor. "Eu jamais pensei em ser professor, muito menos em faculdade. Mas durante a minha primeira graduação recebi incentivos de meus professores. Um deles, Aparecido Scavassa, dizia que eu seria um bom professor. Topei o desafio e leciono a mesma disciplina dele: MAR-KE-TING!, desde Primeiro de agosto de 2006, conforme atesta minha Carteira de trabalho.
Dalton leciona hoje disciplinas na área de Marketing em diversos cursos na UNIRON como o de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda), GEMP, RH e Administração, entre outros. Ele domina bem Fundamentos de Marketing, Administração Mercadológica I e II, Marketing de Relacionamento, Pesquisa de Marjeting, Marketing de Varejo e Serviço e Administração de Materiais e Logística.
Dalton pretende fazer mestrado em administração e marketing e criar sua própria empresa de consultoria de Comunicação e Marketing, a GANOA, um sonho forjado ainda nas aulas de marketing.

DIREITO

Cursar Direito era um sonho de meu falecido pai, diz Dalton. "Ele dizia para minha mãe que ainda ia me ver doutor. A morte o tirou de nós em agosto de 1988, mas o sonho continua. Eu, com a Graça de Deus, vou concluir meu curso de Direito e fazer Justiça. O sonho de meu pai será realizado".
Em sua família Dalton Di Franco tem alguns casos de injustiça. Um irmão seu, por parte de pai, foi morto em Ariquemes, anos atrás. O criminoso nunca foi preso. Em 2007, uma irmã sua morreu em Porto Velho por consequência de erro de um exame feito em um posto de saúde de bairro. "Atestaram um tipo de malária e deram o remédio errado. Dias depois minha irmã morreu, deixando cinco filhos órfãos. Meu cunhado até hoje é um homem frustrado por conta dessa perda", afirma Dalton.
"Como eu, há muitas pessoas sendo injustiçadas. Eu quero lutar contra essas coisas", promete.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ACIDENTE MATA CASAL NA BR-364. VEJA REPORTAGEM

Veja a reportagem de Cleidson Silva divulgada no programa Plantão de Polícia do acidente que vitimou um casal na BR-364 durante a madrugada da última quinta-feira. Partes do corpo da mulher foram jogados para uma árvore. O acidente aconteceu por volta das 1h30 da madrugada desta quinta-feira, a 65 quilômetros de Porto Velho O condutor da motocicleta Bros, de placa NEY 0198, de Cacoal, identificado como Luciano Lima de Andrade e uma mulher que estava como garupa, morreram no local. Os dois tiveram politraumatismo. Luciano morreu instantaneamente. Já a mulher, que ainda não foi identificada, ficou desmaiada no acostamento da via, mas devido à hemorragia causada pela perda da perna esquerda e outros traumas faleceu em poucos minutos. Devido ao impacto, a perna da carona foi lançada a uma distância estimada de 50 metros do local do acidente e ficou pendurada em uma árvore próxima. Em um raio de 150 metros ficaram espalhados os destroços da motocicleta, do veículo Gol e partes dos corpos das duas vítimas. Veja a reportagem:

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DIA DO BEM DESTE ANO SERÁ REALIZADO DIA 17 DE SETEMBRO




O Dia do Bem deste ano será realizado dia 17 de setembro vindouro, anunciou ontem o jornalista Dalton Di Franco.
Neste ano, o Dia do Bem, além de arrecadar gêneros alimentícios, oferecerá uma série de serviços para a comunidade.
O evento contará com a participação de diversas entidades como o Ministério Público Federal, Tribunal de Justiça, TRE, 5o BEC, 17a Brigada, o comércio em geral, além de associações de classes.
O Dia do Bem, como já é comum, será realizado durante todo o dia, a partir das 8h da manhã, com transmissão ao vivo pela Redetv Rondonia, para todo o Estado, através do SGC.

DALTON FAZ PALESTRA SOBRE DROGAS PARA ESTUDANTES DO BAIRRO NACIONAL



O jornalista Dalton Di Franco proferiu palestra para os alunos da Escola Osvaldo Pianna, no bairro Nacional, falando sobre o perigo que as drogas ilícitas representam para a juventude. Na primeira foto, Dalton Di Franco com diretores e professores da escola. Na outra quando falava aos estudantes, na sala de aula.
Dalton Di Franco lembrou que pela estatistica nacional, nossos jovens estão morrendo na faixa etária dos 14 aos 25 anos, mas em Rondônia, os números baixaram para a faixa dos 14 aos 18 anos, "um dado alarmante", segundo o apresentador do programa Plantão de Polícia, da Redetv Rondônia.
A palestra de Dalton Di Franco foi seguida da distribuição de cartilhas produzidas pelo senador Acir Gusgacz, contendo informações sobre as drogas ilicitas que mais causam mal à sociedade.
O diretor da escola, professor Saldanha, elogiou o material produzido pelo senador, apontando o político como um dos poucos preocupados com a questão da saúde da população.

domingo, 21 de agosto de 2011

DALTON DI FRANCO É DESTAQUE NA BAND COM O PLANTÃO DE POLÍCIA

O jornalista Dalton Di Franco, o mais notório profissional de comunicação do Estado de Rondônia, foi destaque com o Plantão de Polícia no programa AGORA É TARDE, da Rede Bandeirantes. Confira o vídeo, disponivel no You Tube:

DALTON DI FRANCO É HOMENAGEADO POR FORMANDOS DE RECURSOS HUMANOS DA UNIRON
























O professor e jornalista Dalton Di Franco foi homenageado com uma placa pelos formandos do curso de gestão de Recursos Humanos, da UNIRON, no ultimo dia 18, no auditório da faculdade.
Escolhido como Patrono da turma, Dalton Di Franco foi lembrado como um dos professores que marcou a vida acadêmica dos formandos. Uma de suas atividades foi o projeto social Formando Cidadãos, desencadeado na zona Leste.
Dalton Di Franco agradeceu a homenagem e desejou sorte aos novos profissionais de recursos humanos.




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dalton Di Franco rejeita debates de FHC para liberar as drogas no Brasil

O jornalista Dalton Di Franco reprovou a campanha encabeçada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendendo a discriminalização das drogas no Brasil. “As drogas são a causa de inúmeros crimes”, afirmou Dalton.

Segundo Dalton Di Franco, o Brasil já tem uma lei forte que classifica o usuário das drogas como vítima, agindo com rigor contra os traficantes.

- O FHC está perdido ao se juntar a outros governandes para defender esse absurdo – disse Dalton lembrando que Holanda e Portugal já fizeram essa discriminalização, mas nem por isso conseguiram debelar o mal.

Ainda segundo Dalton, a queixa que Bill Clinton e FHC fazem de que fracassaram no combate às drogas, é algo deveria ser punido exemplarmente. “Eles não podem ficar brincando com a saúde e o bem-estar do povo”, asseverou Dalton.

O mais contundente comunicador de Rondônia pede aos governantes que ao invés de ficarem perdendo tempo com esses debates deveriam construir centros de recuperação para dependentes químicos.

Prevenção às drogas é outro importante projeto que os governantes, tanto municipal como estadual e federal deveriam executar. “Prevenir é melhor que lamentar”, finalizou.

Dalton Di Franco é patrono da formatura de GRH da Uniron





O jornalista e professor de Administração e Marketing Dalton Di Franco foi homenageado pela turma de 4º período de Gestão de Recursos Humanos, da UNIRON, ao ser escolhido para ser o patrono da formatura que acontecerá no dia 18 de agosto vindouro.

Segundo o comunicado feito pela comissão de formatura, o nome de Dalton Di Franco foi “escolhido de comum acordo com os formandos”. Dalton lecionou a disciplina de Markenting Social e de Serviços, tendo orientado o projeto social Preparando Cidadãos, executado na Escola São Luiz.

A colação de grau da turma será realizada no dia 18 de agosto próximo, as 19h, no Auditório da UNIRON SHOPPING.

terça-feira, 17 de maio de 2011

SEIS ANOS DO PROGRAMA PLANTÃO DE POLÍCIA: SUCESSO TOTAL!

Vejam a matéria sobre os 6 anos do Programa Plantão de Polícia. link: http://www.youtube.com/watch?v=Wibl3x_Lf3M

Acadêmicos de GRH da UNIRON realizam projeto social na zona Leste, sob orientacação do professor Dalton Di Franco




Cerca de 100 alunos de 3º ano do Colégio São Luiz, na zona Leste de Porto Velho, participaram na noite de segunda-feira 16 do projeto social denominado “Preparando Cidadãos”, realizado pelos acadêmicos de 4º período de Gestão de Recursos Humanos, da Uniron, coordenado pelo professor Dalton Di Franco, titular da disciplina de Marketink Social e de Serviços.

O evento, segundo o professor Dalton, foi concebido pelos alunos durante as aulas de Marketing Social. “Eles reuniram conhecimentos adquiridos também em outras disciplinas e elaboraram o projeto, que teve o apoio total da faculdade, através da coordenadora do curso, professora Lucimara Resende. Depois, eles fizeram um diagnóstico das necessidades, visitaram a escola São Luiz, por inúmeras vezes, constatando as necessidades”, disse o orientador do projeto.

Os acadêmicos, ainda segundo o professor Dalton Di Franco, buscaram o apoio do Banco de Gente, da Gazim, e de outros parceiros, tendo realizado uma palestra para todos os acadêmicos, no dia 9 passado, com executivos da AmBev, abordando recrutamento e seleção.

A fase final do projeto foi a deflagração do projeto, no dia 16 passado, quando os próprios alunos realizaram palestras sobre elaboração de currículo, postura e comportamento na hora da entrevista. A professora Josélia Cabral representou a coordenação, quando parabenizou aos acadêmicos pela realização do evento.

Os participantes do projeto, entregaram ao final da noite, um questionário, atestando que ficaram satisfeito com os assuntos abordados e que os acadêmicos de RH da UNIRON souberam tão bem transmitir o conteúdo dos temas. Cada um recebeu um brinde como lembrança da participação no projeto.

A diretora do Colégio São Luiz, agradeceu aos acadêmicos pela realização do projeto, e colocou-se à disposição para novas parcerias. Rosana Cutrin e Vânia, que lideram a turma, agradeceram e nome dos colegas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Supremo reconhece união estável homoafetiva


Por Rodrigo Haidar

O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quinta-feira (5/5), equiparar as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres. Na prática, a união homoafetiva foi reconhecida como um núcleo familiar como qualquer outro. O reconhecimento de direitos de casais gays foi unânime.

Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cezar Peluso divergiram em alguns aspectos da fundamentação da maioria dos colegas, mas também os acompanharam no ponto central. A condenação da discriminação e de atos violentos contra homossexuais também foi unânime.

Os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello ressaltaram que o caráter laico do Estado impede que a moral religiosa sirva de parâmetro para limitar a liberdade das pessoas. Em seu voto, Marco Aurélio destacou o papel contramajoritário do Supremo — citou a decisão tomada em relação à Lei da Ficha Limpa — ao lembrar que as normas constitucionais de nada valeriam se fossem lidas em conformidade com a opinião pública dominante.

Já Celso de Mello afirmou que o Estado deve dispensar às uniões homoafetivas o mesmo tratamento atribuído às uniões estáveis heterossexuais. Não há razões de peso que justifiquem que esse direito não seja reconhecido, frisou o ministro. "Toda pessoa tem o direito de constituir família, independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero", disse.

A interpretação do Supremo sobre a união homoafetiva reconheceu a quarta família brasileira. A Constituição prevê três enquadramentos de família. A decorrente do casamento, a família formada com a união estável e a entidade familiar monoparental (quando acontece de apenas um dos cônjuges ficar com os filhos). E, agora, a decorrente da união homoafetiva.

Ao julgar procedentes as duas ações que pediam o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo, os ministros decidiram que a união homoafetiva deve ser considerada como uma autêntica família, com todos os seus efeitos jurídicos. Os ministros destacaram que é importante que o Congresso Nacional deixe de ser omisso em relação ao tema e regule as relações que surgirão a partir da decisão do Supremo.

O julgamento foi retomado nesta quinta-feira depois de ser suspenso na quarta, após o voto do relator das duas ações, ministro Ayres Britto. O ministro votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição para o artigo 1.723 do Código Civil. A norma define a união estável como aquela "entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família".

Pelo voto do ministro, que foi acompanhado integralmente por seis de seus colegas, deve ser excluída da interpretação da regra qualquer significado que impeça o reconhecimento de pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Em voto de cerca de duas horas, o ministro frisou que a união homoafetiva não pode ser classificada como mera sociedade de fato, como se fosse um negócio mercantil.

Além de uma longa análise biológica sobre o sexo, Britto registrou que o silêncio da Constituição sobre o tema é intencional. "Tudo que não está juridicamente proibido, está juridicamente permitido. A ausência de lei não é ausência de direito, até porque o direito é maior do que a lei", afirmou.

Um só afeto
O ministro Luiz Fux ressaltou que, se a homossexualidade é um traço da personalidade, caracteriza a humanidade de determinadas pessoas. "Homossexualidade não é crime. Então porque o homossexual não pode constituir uma família?", questionou Fux.

O próprio ministro respondeu a pergunta: "Por força de duas questões abominadas pela Constituição Federal, que são a intolerância e o preconceito". Segundo Fux, todos os homens são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Assim, "nada justifica que não se possa equiparar a união homoafetiva à união estável entre homem e mulher". O ministro ainda ressaltou que "se o legislador não o fez, compete ao tribunal suprir essa lacuna".

A ministra Cármen Lúcia destacou que a Constituição Federal não tolera qualquer discriminação. "Contra todas as formas de preconceitos há a Constituição Federal", disse.

O ministro Joaquim Barbosa ressaltou que cabe ao Supremo "impedir o sufocamento, o desprezo e discriminação dura e pura de grupos minoritários pela maioria estabelecida". De acordo com ele, o princípio da dignidade humana pressupõe a "noção de que todos, sem exceção, têm direito a igual consideração".

Na sessão de quarta-feira, Britto assentou que se não há lei que proíba, a conduta é lícita. De acordo com o ministro, a Constituição entrega o "empírico emprego das funções sexuais ao arbítrio das pessoas". E o Estado brasileiro veda o preconceito por orientação sexual. "As normas constitucionais não distinguem o gênero masculino e feminino", frisou Britto. Ou seja, não fazem distinção em relação a sexo. Logo, não fazem também sobre orientação sexual.

Britto disse também que união homoafetiva só seria vedada se a Constituição fosse expressa nesse sentido. "O que seria obscurantista e inútil", emendou. Segundo o ministro, a família, em sua concepção, é o núcleo doméstico, tanto faz se integrada por um casal heterossexual ou homossexual.

O ministro ainda ressaltou que não se pode alegar que os heterossexuais perdem se os casais homoafetivos ganham o direito ao reconhecimento jurídico de suas relações. Só se restringe um direito para garantir outro. Quem perde com o reconhecimento da união homoafetiva? Ninguém.

Divergências pontuais
Mesmo os ministros que divergiram do voto de Britto, o fizeram por questões pontuais. O ministro Ricardo Lewandowski, primeiro a não acompanhar integralmente o relator, reconheceu os direitos dos casais homossexuais, mas de forma um pouco mais restrita.

De acordo com o voto de Lewandowski, os homossexuais têm os mesmos direitos dos casais convencionais que vivem em união estável, exceto aqueles típicos das relações entre um homem e uma mulher.

O ministro não explicitou os direitos típicos de heterossexuais. Mas, pelo seu voto, pode-se supor que o casamento civil estaria proibido na união homoafetiva. Ele, contudo, ficou vencido.

Lewandowski também registrou que a decisão deveria valer até que o Congresso Nacional regulasse o tema. O ministro resgatou as discussões da Assembleia Nacional Constituinte em torno do parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição.

A norma diz textualmente que a união estável se dá entre homem e mulher. O ministro mostrou, a partir das discussões, que isso foi uma opção clara do legislador. De acordo com Lewandowski, a decisão do STF ocupa o espaço do Congresso Nacional. Então, o preenchimento da lacuna teria de ser provisório.

Para o ministro Gilmar Mendes, o tema em julgamento diz respeito à dignidade dos indivíduos. "A pretensão que se formula tem base nos direitos fundamentais a partir dos princípios da igualdade e da liberdade", disse. De acordo com o ministro, é necessário reconhecer os direitos de casais formados por pessoas do mesmo sexo por uma questão de dignidade humana.

Mas o ministro fez observações sobre os fundamentos da decisão do STF. Para ele, pretender regular a união homoafetiva como faria o legislador é exacerbar o papel do Supremo. "Fazermos simplesmente a equiparação pode fazer com que estejamos a equiparar situações que vão revelar diversidades", disse o ministro. Por isso, Gilmar Mendes acompanhou Britto no mérito, mas se limitou a reconhecer a existência da união homoafetiva sem se pronunciar sobre outros desdobramentos possíveis.

Peluso afirmou que "na solução da questão posta, só podem ser aplicadas as normas correspondentes que no Direito de Família se aplicam à união estável entre homem e mulher". Mas nem todas, disse o presidente do Supremo, porque não se tratam de relações idênticas, mas de equiparação.

"A partir deste julgamento, o Legislativo tem de se expor e regulamentar situações que irão surgir a partir do pronunciamento da corte. É necessário regulamentar a equiparação. Aqui se faz uma convocação para que o Congresso Nacional atue", concluiu Peluso.

Família de fato e de direito
Nas sustentações orais de quarta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que a ação visa reconhecer que todas as pessoas têm os mesmos direitos de formular e perseguir seus planos de vida desde que não firam direitos de terceiros. E, para ele, o reconhecimento da união homoafetiva fortalece a família.

De acordo com Gurgel, a discriminação em relação aos casais formados por pessoas do mesmo sexo compromete a capacidade dos homossexuais de viver a plenitude de sua opção sexual. "Embaraça o exercício da liberdade e o desenvolvimento da identidade de um número expressivo de pessoas", disse.

O PGR citou dados do IBGE, de acordo com os quais há 60 mil casais homossexuais no país. "E o número é certamente maior do que o dos dados oficiais. A união entre pessoas do mesmo sexo enquadra-se no plano dos fatos", afirmou.

O advogado Luís Roberto Barroso, que representado o governo do Rio de Janeiro, subiu à tribuna para falar que a história da civilização é a história da superação do preconceito. E lembrou de casos em que homossexuais foram punidos apenas por declarar sua opção sexual. De acordo com Barroso, o Supremo deve impor o mesmo regime jurídico das uniões estáveis convencionais às relações homoafetivas. Entender diferente, sustentou, significa depreciar e dizer que o afeto delas vale menos.

"Duas pessoas que unem seu afeto não estão numa sociedade de fato, como uma barraca na feira. A analogia que se faz hoje está equivocada. Só o preconceito mais inconfessável deixará de reconhecer que a analogia é com a união estável", afirmou Barroso. O advogado também frisou que o direito das minorias não deve ser tratado necessariamente pelo processo político majoritário. Ou seja, pelo Congresso Nacional. "Mas sim por tribunais, por juízes corajosos", disse.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, também defendeu o reconhecimento das uniões homoafetivas. "O reconhecimento dessas relações é um fenômeno que extrapola a realidade brasileira e o primeiro movimento de combate à discriminação que sofrem esses casais vem do Estado, com o reconhecimento de benefícios previdenciários", afirmou.

Outros seis amici curiae defenderam as uniões homoafetivas. Contra o reconhecimento, falaram dois amici. A principal foi a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O advogado Hugo José Cysneiros, que representou os bispos, começou com argumentos pesados. "Poligâmicos, incestuosos, alegrai-vos. Afinal, vocês também procuram afeto", disse em contraponto às sustentações que pregaram que o afeto não pode ter distinção entre homossexuais e heterossexuais. "A pluralidade tem limites", afirmou Cysneiros.

Quando passou aos argumentos jurídicos, Cysneiros sustentou que "uma lacuna constitucional não pode ser confundida com não encontrar na Constituição aquilo que eu quero ler". De acordo com ele, a CNBB não entrou nos processos para "trazer seu catecismo, nem citar textos bíblicos", mas para pedir "o raciocínio, a análise, tendo como referência o texto constitucional".

Cysneiros disse que com o texto legal claro no sentido de que a "união estável se dá entre o homem e a mulher", não cabia espaço para interpretações. E concluiu dizendo que a depender do resultado do julgamento, portar uma Bíblia poderia ser considerado crime. Outros sete amici curiae foram admitidos na ação, mas não fizeram sustentações orais.

Pedido duplo
O julgamento do Supremo foi feito com base em duas ações. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. A ADPF foi transformada em ADI depois que se verificou que um de seus pedidos, o reconhecimento de benefícios previdenciários para servidores do estado do Rio de Janeiro, já havia sido reconhecido em lei.

A ADI foi ajuizada pela Procuradoria-Geral da República com dois objetivos: declarar de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar e estender os mesmos direitos dos companheiros de uniões estáveis aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.

O argumento principal da ADPF transformada em ADI, proposta pelo estado do Rio de Janeiro, foi o de que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais constitucionais como igualdade e liberdade e o princípio da dignidade da pessoa humana. Os dois pedidos foram acolhidos,

No final do julgamento, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante Junior, comemorou o resultado. "A decisão do STF deve ser aplaudida na medida em que confere uma interpretação à Constituição compatível com os princípios da igualdade e da dignidade do ser humano. Trata-se de um fato presente na vida da sociedade brasileira e que merecia reconhecimento pelo Judiciário no sentido de garantir os direitos decorrentes de uma situação semelhante a da união estável constitucionalmente previsto", afirmou.

ADI 4.277
ADPF 132

Fonte: Consultor Juridico

DALTON DI FRANCO ORIENTA ACADÊMICOS EM PROJETO SOCIAL NA ZONA LESTE DE PORTO VELHO



Professor de Marketing Social, no curso de Administração da UNIRON, Dalton Di Franco está orientando o projeto social denominado Preparando Cidadãos, deflagrados por acadêmicos de 4o Período de Gestão de Recursos Humanos (GRH).

O projeto conta com o apoio da coordenadora do curso, professora Lucimara Rezende, e beneficiará inicialmente 90 alunos da Escola São Luiz, na Zona Leste. As Lojas Gazim, também são parceiras do projeto.

Conforme o projeto, serão ministradas palestras sobre elaboração de currículos, postura e comportamento no momento da entrevista, preparando os alunos para o primeiro emprego.

Os acadêmicos estão entusiasmado com o projeto.

IGREJA BATISTA NACIONAL LIRIO DOS VALES PROMOVEU ENCONTRO COM DEUS 2011



Participantes do Encontro com Deus, em Alvorada do Oeste. realizado pela Igreja Batista Nacional Lírio dos Vales(pastor Carlos), nos dia 1, 2, 3 de abril de 2011. Foi tremendo. Deus seja louvado. Eu participei!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Plantão de Polícia chega ao sexto ano de liderança com mais de 1.300 produzidos





A equipe do Plantão de Polícia está em contagem regressiva: dia 16 próximo, o programa completa 6 anos. Nas fotos, Dalton Di Franco com seus colegas, os jornalistas Pedro Silva, Cristiane Lopes e Hudson Guedes, nos estudios da Redetv!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nova regra para prisão processual respeita o cidadão

Nova regra para prisão processual respeita o cidadãoPor Gabriela RochaCom a vigência do Projeto de Lei 4.208/2001, que altera o Código de Processo Penal, a prisão processual estará praticamente inviablizada no Brasil. Essa é a conclusão do desembargador Fausto Martin De Sanctis, exposta em artigo publicado pelo jornal Valor Econômico desta terça-feira (3/5). Especialistas criticam o projeto que agora só depende de sanção da presidente Dilma Rousseff para ser publicado.

No texto, o desembargador diz que "a prisão estará praticamente inviabilizada no país, já que se exige a aplicação, pelo juiz, de um total de nove alternativas antes dela, restringindo-a sensivelmente. O legislador resolveu "resolver". O crime econômico e financeiro, em quase toda a sua extensão, ficou de fora. Aos olhos do legislador, o crime econômico não seria grave".

Segundo o defensor público e professor da PUC-SP, Gustavo Junqueira, "nem de longe o projeto vai inviabilizar a prisão processual no país". Ele explica que o PL prevê duas hipóteses iniciais e alternativas de cabimento desse tipo de pena: crimes dolosos punidos com pena máxima superior a quatro anos, e crimes praticados por reincidentes — já condenados por crime doloso em sentença transitada em julgado. Ou seja, "o que o projeto obsta, e tem bastante sentido em fazê-lo, é a pena preventiva a réu primário, cuja pena máxima não supera quatro anos".

O vice-presidente a Associação Nacional dos Procuradores da República, Welington Cabral Saraiva, por sua vez, acredita que o projeto cria uma "armadilha lógica" para o MP conseguir demonstrar o cabimento da prisão processual e o juiz decretá-la, já que a defesa "sempre poderá arguir que cabia medida cautelar alternativa no caso".

Nesse sentido, o procurador alerta: "Se o Judiciário entender que o juiz deve demonstrar porque incabível a aplicação de cada medida cautelar alternativa, vai ser praticamente impossível que o juiz decrete a prisão processual e ela seja mantida, a não ser em casos muito graves, com circunstâncias muito evidentes".

Para o criminalista Celso Vilardi, o que o PL 4.208 fez foi "criar formas alternativas à prisão preventiva e dar mais possibilidades ao juiz na hora de decidir. Caso a caso, o juiz vai analisar se cabe ou não a prisão preventiva". Segundo ele, a proposta é benéfica porque, "com o sistema carcerário absolutamente lotado, sem condições de manter tantos presos, permite que a prisão seja para quem realmente precisa estar preso".

Colarinho branco
Quanto à afirmação, de De Sanctis, de que boa parte dos crimes econômicos e financeiros foram "protegidos" das prisões processuais, Vilardi relembra que a Lei 7.492/1986 foi anunciada pelo então presidente da República, José Sarney, como uma norma que nasceu precisando de atualização.

O advogado entende que várias condutas previstas na lei "poderiam ser resolvidas com a aplicação de pena alternativa e a multa. A prisão só deveria se justificar quando houver prejuízo para outras pessoas, como acontece na gestão fraudulenta, por exemplo".

Para explicar que os crimes econômicos não foram "favorecidos" pelo PL, o procurador da República e ex-presidente da ANPR Welington Saraiva consulta a Lei 7.492 e, prontamente, cita os artigos 2°, 3° e 4°, como exemplos de crimes para cujas práticas a prisão preventiva não será proibida se o projeto entrar em vigor. Nesse sentido, observa que "a prisão ainda será possível em vários casos".

O defensor público Gustavo Junqueira concorda com Saraiva ao observar que a maior parte dos crimes dessa espécie tem pena máxima superior a quatro anos, e, portanto, são passíveis de ser apenados com prisão. O defensor nega que haja protecionismo aos crimes econômicos no projeto de lei. Para ele, o sistema em vigor já diferencia os pobres e os ricos quando, por exemplo, prevê prisão especial para quem tem melhores condições financeiras e, por outro lado, o juiz decreta prisão cautelar para quem não tem residência ou emprego fixo como forma de evitar fuga. Junqueira reconhece que "essa valoração já é feita e não muda com o projeto, já que a lei não fala sobre residência fixa", isso é fruto de interpretação.

Para o professor, longe de ser perfeito, o projeto é uma evolução no caminho de um Direito Processual Penal mais respeitoso ao cidadão. E, assim sendo, não lhe parece que vá resolver todos os problemas, e acabar com todas as críticas relativas à prisão processual como instrumento pouco democrático, inclusive por manter a decretação dela por ofício.

Nesse ponto, o vice-presidente da ANPR concorda com o defensor e critica a manutenção, pelo PL, da possibilidade de decretação de prisão preventiva por ofício. Ele entende que isso é "contrário ao princípio acusatório que a Constituição Federal pretende estabelecer no processo penal. O movimento judicial deve ser provocado pelas partes, para afastar função de acusar, que é privativa do MP (conforme artigo 129, inciso I da Constituição) e julgar".

Críticas
Quanto a outros aspectos, Saraiva acredita que "globalmente é um projeto mal feito, que decorre de uma visão paternalista do processo penal". Para explicar sua crítica, cita a medida cautelar alternativa prevista no inciso IV do artigo 319 do PL: "proibição de ausentar-se do país em qualquer infração penal para evitar fuga, ou quando a permanência seja necessária para a investigação ou instrução". Para ele, se o juiz considera que existem indícios de que o réu pretende fugir, essa medida é inútil. "Como se réu fosse criança com medo de advertência do juiz. Se há indícios, ele deve ser preso, porque a prisão é para garantir a aplicação da lei penal."

Da mesma forma, reclama do inciso VIII, que prevê pagamento de "fiança, nas infrações que admitem, para assegurar o comparecimento aos atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada a ordem judicial". Saraiva entende que se o juiz constata que o réu prejudica o andamento do processo ou que descumpriu alguma ordem anterior, deve prendê-lo. "O réu rico poderá obstruir e descumprir à vontade porque isso não lhe causara consequencias processuais. É uma verdadeira desmoralização do processo judicial."

Jurisprudência
Para a vice-presidente de Direitos Humanos da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), Renata Gil, o projeto está em consonância com a jurisprudência das cortes superiores, "que só destinam a prisão processual a casos graves em que a periculosidade do réu é externada por reincidência ou gravidade do delito". Nesse sentido, acredita que é a "primeira vez em que o Legislativo acompanha a jurisprudência".

De modo geral, explica que a AMB encara o projeto de forma positiva "porque sabemos que, hoje, tudo o que for substituir a prisão, especialmente cautelar, é salutar ao sistema de justiça e ao Judiciário, que está sobrecarregado". Ela deixa claro que o que se busca é uma decisão e sanção definitivas, e, por isso, a celeridade processual é uma preocupação atual. Por conta disso, "a prisão cautelar não pode ser finalidade da persecução".

Natureza prática
De acordo com Fabio Tofic, advogado criminalista e diretor do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), é evidente que a vigência do PL não inviabilizará a prisão processual na prática, e questiona: "se uma medida alternativa é tão eficaz quanto a prisão, por que lamentar que ela não pode ser usada?".

Nesse sentido, observa que a prisão preventiva não é um fim em si mesmo, e que "lamentar que ela não possa ser usada é reconhecer que usa as medidas preventivas com caráter de pena". Para ele, "se existem alternativas que podem acautelar o processo sem a necessidade de encarceramento provisório, não há razão que justifique não usá-las".

Garantismo
Segundo o promotor de Justiça e presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, César Mattar Júnior, na prática, o PL "funcionará como garantismo às avessas. A regra passaria a ser medidas alternativas e não a prisão". Por conta disso, acredita que "caminhamos na contramão da história e do que a sociedade precisa e exige de quem esta incumbido de aplicar a justiça".

Para Mattar Júnior, o assunto ainda precisa ser debatido, mas do jeito que está, "quem perderá serão as vitimas, e o Ministério Público não pode compactuar com garantia excessiva àqueles que praticam delitos". Nesse sentido, não diferencia as consequências a crimes econômicos ou não, e considera que os delitos, no geral, terão reprimendas relativizadas.

Leia aqui a íntegra do PL 4.208.

Anuário da Justiça 2011 resenha as 256 mais importantes decisões dos tribunais superiores

Fonte: Conjur

Metamorfose ambulante: Com 68 anos, CLT ainda deve passar por mudanças




Como boa norma que acompanha o desenvolvimento da realidade em que atua, nos seus 68 anos, completados no domingo (1°/5), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já mudou muito. Mais de 200 vezes. E para não perder o ritmo, especialistas acreditam que ela deve continuar mudando. Eles são unânimes: a ordem do dia é a reforma sindical.

A pluralidade sindical, que permite a representação de uma mesma categoria por mais de um sindicato, é defendida pelo advogado e professor da FGV e PUC-SP, Paulo Sérgio João. Para ele, o atual modelo de organização sindical é tão apegado à lei e ao “conforto” da representação por categoria, que só alterar a CLT “não elimina problemas nem moderniza a relação de trabalho”. Ele defende que seja mudada a própria Constituição Federal no que diz respeito à estrutura sindical e a alguns direitos individuais que “criam um engessamento na dinâmica trabalhista”.

Segundo o presidente da ANDT (Academia Nacional de Direito do Trabalho), e professor da USP e do Mackenzie, Nelson Mannrich, a reforma não interessa a muitos dirigentes sindicais e empresários porque, com ela, os trabalhadores produziriam as normas que os regem (salvo as de ordem pública absoluta) junto com o Estado, por meio de contrato coletivo, e isso aumentaria a efetividade das leis.

Vanguarda
A Comissão que redigiu a CLT foi montada em 1942 pelo ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, Alexandre Marcondes Filho, e dela fizeram parte Arnaldo Süssekind, Rego Monteiro, Segada Viana, Dorval Lacerda e Oscar Saraiva. O trabalho foi publicado no Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943 e entrou em vigor em novembro do mesmo ano, protegendo os trabalhadores urbanos. Os rurais e domésticos só foram regulamentados há pouco mais de 30 anos, respectivamente nas leis 5.889/1973 e 5.859/1972.

Segundo o advogado Roberto Caldas Alvim de Oliveira, da Advocacia Maciel, quando a CLT foi criada, o ordenamento jurídico nacional recebeu práticas modernas para a época, como a oralidade, inversão do ônus da prova, e jus postulandi. Para o estudioso, a crítica de que ela seria uma possível cópia da Carta del Lavoro italiana não se sustenta, já que foi devidamente adaptada ao nosso ambiente jurídico e às características brasileiras.

Falta de diálogo
Segundo Mannrich, “nossa legislação é monopólio exclusivo do Estado, sem espaço adequado para negociação coletiva, é minuciosa ao extremo, formalista e distante da realidade que deve regular, quando não muitas vezes irracional”. Por conta disso, “falta efetividade ao nosso sistema de relações trabalhistas, extremamente conflituoso”.

Para ele, com a legislação como está, sem um sistema eficiente de negociação coletiva nem mecanismos de solução de conflitos nos próprios locais de trabalho, não adianta aumentar o número de varas, juízes ou desembargadores para acelerar os trâmites. O número de reclamações trabalhistas continuará a crescer.

Direitos sociais
Sobre a crítica de que a CLT seria anacrônica e excessivamente protecionista do trabalhador, Luciano Athayde Chaves, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho),explica que o Brasil ainda descumpre muitas das normas trabalhistas, e, nesse sentido, “em um país com trabalhadores sem registro e sem exercer seus direitos, não se pode afirmar anacronismo”.

Para ele, a norma “faz parte de um contexto de inclusão progressivo, na medida em que o problema que existe é de exclusão social, do qual ela não é nem culpada nem a solução total”. O juiz explica que a CLT “traz direitos sociais que hoje podem ser considerados como de natureza universal, como os de proteção à saúde do trabalhador, à irredutibilidade e equiparação salarial”. Ele observa que sociedades com alta inclusão social observam direitos como estes.

Chaves também defende a lei das críticas de que o salário seria muito protegido, porque o Brasil compete com outros mercados. Ele explica que o salário médio no país é menor do que o na Europa e nos Estados Unidos, mas maior do que na China. “Vamos nos comparar com países com pouca aplicação de direitos sociais? O Brasil tem que se espalhar em exemplos de padrão de vida melhor, e não em culturas que permitem exploração”, questiona.

João concorda com Chaves ao dizer que “a relação capital e trabalho sempre terá uma tendência de protecionismo para equilíbrio da desigualdade existente”. No Brasil, ele diz, este aspecto é mais valorizado porque a CLT foi feita nesse sentido de equilibrar as relações, “ao lado de sindicatos acomodados e sem expressão de representatividade”.

Reconhecendo que a lei não é capaz de resolver o desequilíbrio, o advogado entende que a interpretação dela, feita pela Justiça do Trabalho, tem criado uma jurisprudência extremamente rica, sempre adaptando a situação de fato aos princípios.

Caminho das mudanças
Segundo João, o grande número de mudanças (de cada cinco dos 922 artigos, um já foi alterado) da CLT é conseqüência de seu formato, que é mais dinâmico do que um código, e permitiu adaptações periódicas e por capítulo.

O professor cita, como exemplo, o capítulo de férias anuais remuneradas Decreto Legislativo 47/1981) e, mais recentemente, o contrato de aprendizagem (Lei 10.097/2000). Também foi inserida a compensação anual (Lei 9.601/1998), que permitiu a criação do banco de horas, e, por medida provisória, o contrato de trabalho a tempo parcial e a suspensão do contrato de trabalho (MP 2.164-41/2001).

Para ele, as mudanças, tanto materiais quanto processuais da lei, foram impulsionadas pelas alterações nas Constituições Federais, que, com o passar dos anos, extinguiram a representação classista e ampliaram o campo de competência da Justiça do Trabalho, que passou a cuidar não só de relação entre empregado e empregador, mas também de relações de trabalho em geral, inclusive em questões sindicais, antigamente decididas pela Justiça comum.

As sugestões
A última mudança da CLT aconteceu com a Lei 12.347 de 10 de dezembro de 2010, que revogou o artigo 508 da Consolidação, que considerava justa causa, “para efeito de rescisão de contrato de trabalho de empregado bancário, a falta contumaz de pagamento de dívidas legalmente exigíveis”.

Apesar de acreditar que a CLT é o “melhor instrumento material e processual do ordenamento jurídico nacional”, Oliveira sugere que, além da reforma sindical, ela precisa ser constantemente revista para acompanhar as novas situações entre empregador e empregado. Esse seria o caso da criação de uma previsão legal para a terceirização, para um procedimento de execução mais ágil e efetivo, e para prever um melhor aparelhamento dos sindicatos profissionais.

Da mesma forma, Chaves entende que a parte processual do diploma legal deve ser melhorada. Para ele, devem ser aproveitados avanços na teoria do processo, para permitir, por exemplo, que no cumprimento da decisão a citação não seja feita por oficial de Justiça. Segundo ele, esta “é uma forma de citação que podia ser melhorada”.

O juiz também lembra que o leilão judicial previsto na legislação trabalhista é ineficiente hoje em dia, e que o Código de Processo Civil prevê o leilão eletrônico. Além disso, lembra de que novas tecnologias poderiam ser melhor aproveitadas pela lei, quanto ao sistema de registro dos trabalhadores e à forma física da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Mannrich, por sua vez, acrescenta que há valores que, apesar de não terem sido apreendidos na época em que foi criada, ainda não foram introduzidos pela CLT, como é o caso dos direitos de personalidade, trazidos pela Constituição de 1988. A intimidade e privacidade do empregado tem sido defendida por meio de ações por danos morais.

Anuário da Justiça 2011 resenha as 256 mais importantes decisões dos tribunais superiores

Por Gabriela Rocha

Fonte: CONJUR